Os filhos sentem tudo o que os pais vivem, dentro e fora de si.
Sentem as dúvidas, os dilemas, as alegrias, as tristezas, as angústias, as certezas, os princípios, as crenças, os valores, o afecto, e a forma de viver e de ser.
Os pais de crianças pequenas ou mesmo bebés, acreditam que os seus filhos não compreendem o que que passa no seu seio familiar, por serem tão pequenos.
De facto elas podem não entender nem perceber intelectualmente o que se passa, porque ainda não estão desenvolvidas as competências para o fazerem, no entanto, sentem tudo. Tudo.
Sentem tudo aquilo que é vivido, embora não o exprimam nem o traduzam em palavras.
Os pais julgam que os filhos passam à margem dos seus conflitos internos e relacionais, mas é exatamente ao contrário.
Eles, os filhos, quando chegam ao seio da sua família são como uma esponja que se atira a uma banheira cheia de água: absorvem tudo o que lá se encontra de benéfico e de tóxico.
Esta realidade, deve trazer a nós pais a vontade de transformar tudo aquilo que há a transformar.
O mundo não é um local perfeito, onde tudo se encaixa de forma ordeira e certa. O mundo tem angústias, tem dificuldades, tem momentos de dor e conflito, mas também deve ter momentos de paz, de amor, de riso, de contentamento e de luz.
Aquilo que os nossos filhos vivem, é aquilo que lhes permitimos também viver. Falo em pais e filhos, mas também podia falar em professores e alunos, crianças e educadores…
A criança é o resultado daquilo que vai vivendo e sentindo nos espaços onde vive e cresce.
Eles mais do que ninguém, sentem tudo aquilo que nós sentimos. Consciência no sentir, vontade para as mudanças necessárias porque só vale a pena crescer se o mundo for um bom local para o fazer.
Diana
