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32 graus e uns Quilómetros

Diana Gaspar Determinação, Diana, Gratidão, meditação, Paixão, Paz, Running, Viver 2 Comments

Quem me conhece sabe que gosto de correr.

Não sou uma atleta profissional nem um ferrari na modalidade, mas treino todos os dias. E treinar todos os dias traz-me alguns desafios extra para a minha vida, desafios esses que me fazem conhecer mais de mim como pessoa.

Acredito que quando corremos conseguimos ouvir de forma nítida a nossa voz interior e perceber se corremos para dizer que corremos, para ganharmos fãs ou seguidores, porque nos dá prazer, como escape de tudo o resto que funciona mal, para nos sentirmos bem, ou se corremos porque queremos fazer da corrida a nossa forma de estar na vida. Todos corremos por algum motivo, como em tudo o resto nas nossas vidas.

Quanto a mim, não corro quando gostava, mas corro quando consigo. E grande parte das vezes só consigo na minha hora de almoço. No inverno, sou uma privilegiada porque é a hora do dia mais agradável e quente para correr. No verão é exatamente o contrário, e são nestes momento que me questiono porque raio vou eu correr às 12h30 com 32 graus…

Hoje foi um desses dias, dei por mim a argumentar vários motivos para não ir correr: 32 graus, não sou uma profissional, corpo moído de uma noite mal dormida, poder antes estar a comer numa esplanada descansadamente a ler o meu livro, e ainda me passou pela cabeça que quem me visse passar me ia achar maluca porque ninguém corre a esta hora em pleno verão…os argumentos foram muitos, e as respostas que dava a mim mesma também foram engraçadas…

Dei por mim a fazer de minha coach e a questionar-me: o que perguntavas tu a um cliente se ele te desse inúmeros motivos para desistir de uma prova, de um jogo, de um objetivo, de um projecto ou de outra coisa qualquer? Eu Diana, coach da outra parte de mim, perguntaria: O que te faz correr? E foi aqui que encontrei a resposta que precisava para o que ia fazer – Prazer. Sim, eu corro simplesmente porque me dá um prazer imenso. Então, dizia eu para mim mesma, se corres por prazer, que peso têm os argumentos que usas para não ires correr? Não têm peso Nenhum – respondi para mim própria, sendo a resposta por si só libertadora e condutora do meu comportamento seguinte.

Quando fazemos o que fazemos pelo prazer que nos dá, qualquer resultado e qualquer variável que não controlamos (o que os outros vão pensar, e o calor, por exemplo) passam a ser secundários, e não importantes. Se só posso satisfazer o meu prazer na torreira do sol, que assim seja. E assim foi, e posso-vos dizer que foi bom, muito bom e ainda me refresquei nos repuxos dos jardins por onde passei. A velocidade, o tempo, a minha prestação foram simplesmente esquecidos…estive presente no meu momento de prazer sem pensar nos outros nem na minha evolução enquanto pseudo atleta.

Enquanto correr for um prazer, não o deixarei de fazer, faça chuva, ou faça sol 🙂

Comments 2

  1. Teresa Duarte

    Olá Diana,

    A questão que coloco é a seguinte: Se sabemos que correr ou ir ao ginásio ou praticar qualquer outra actividade física é um prazer e faz-nos sentir bem, porque é que a nossa mente tenta muitas vezes arranjar argumentos para não ir ? Mesmo sabendo que o resultado à posteriori é bom!?

    Obrigada e parabéns pois correr com este calor e a essa hora é “obra”!!
    Teresa

    1. Post
      Author
      Diana Gaspar

      Teresa, a resposta será ambígua porque depende de pessoa para pessoa e não gosto muito de fazer generalizações. No entanto, acredito que grande parte das pessoas coloca o motivo “errado” para a acção que deseja fazer…Muitas pessoas vão ao ginásio, porque querem perder peso (principalmente pela exposição do corpo no Verão), e não porque isso é importante para elas e para a sua saúde, ou simplesmente porque lhes dá prazer, porque esse prazer pode só vir posteriormente e não numa fase inicial. Como o motivo que escolhem para ir é grande parte das vezes talhado pelo que os outros vão pensar (factores externos) e não porque isso é importante para eles (factores internos), é mais difícil sair da zona de conforto e ficar no descanso e não ir… O importante é encontrar por um lado uma modalidade que dê prazer uma vez que a motivação neste caso será intrínseca (por si) e aí a pessoa está mais disponivel a arriscar e a ousar fazer coisas que nunca pensou fazer. Acredito que quando estamos num caminho de amor e fazemos questão de cuidar do que vive em nós, é muito mais fácil de cuidarmos do que comes, fazemos, sentimos e pensamos. Não sei se respondi 😉

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