Luis Duarte 8

Vida de sonho ou sonho de vida?

Diana Gaspar Amor, Amor Partilhado, Amor Próprio, Gratidão, meditação, Mudança, Paz, Ser Feliz Com Sucesso, Viver 0 Comments

Fazemos planos. Dizemos o que queremos, como queremos, quando queremos.
Sonhamos acordados e a dormir, desenhamos os cenários, imaginamo-nos como personagens nesses mesmo planos com aqueles com quem queremos contracenar. Trabalhamos arduamente todos os dias para lá chegar.
Umas vezes bem, outras vezes não tão bem, mas sempre a dar o nosso melhor. Acordamos de forma apressada, mergulhamos no trabalho ou fingimos que o fazemos, treinamos para o objetivo futuro, amamos à pressa, cuidamos quando temos tempo, às vezes lembrarmo-nos de parar e respirar e, logo voltamos a correr, a abraçar com pressa, a comer sem sentir o sabor da comida, a ler com a cabeça nas nuvens, a beijar sem amor, a escutar sem ouvidos, a olhar no vazio, a deitar a correr contra o relógio…dia a pós dia, semana após semana, ano após ano…com um, ou mais que um sonho, com algumas intenções e construções traduzidas e compiladas em objetivos. E, às vezes, de um momento para o outro, tudo muda, ou pode mudar, e lá se vão os planos, os sonhos, e o futuro idealizado, sendo tudo mais pesado quando partem os que amamos e com quem queríamos viver no futuro…

Vivemos tanto para os sonhos, que esquecemos de olhar o presente, de acordar no presente, de trabalhar no presente, de treinar no presente, de amar no presente, de cuidar no presente, de respirar no presente, de correr no presente, de abraçar no presente, de comer no presente, de ler no presente, de beijar no presente, sentido a pele dos lábios a colar de forma harmoniosa na pele ou nos lábios daqueles que beijamos, de escutar no presente com todos os sons e silêncios, de olhar no presente…e de deitar no presente, para outro presente podermos viver amanhã.
Iludidos andamos, quando nem sentimos o dia presente só a pensar no futuro e no sonho que vai ser vivido lá à frente para podermos dizer bem alto: Consegui! Talvez os sonhos só façam sentido se forem traduzidos numa rotina de presente, com direito a todos os dias, vividos num dia de cada vez a tocar, a amar, a beijar e a trabalhar com aqueles que amamos e que tornar o presente no melhor sonho de sempre. Talvez os sonhos, os planos, os objectivos só nos tragam o mapa que queremos trilhar, sendo em si, a oportunidade de vivermos um dia de cada vez com a essência desse mesmo sonho.

Diana

Fotografia | Luís Duarte

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