Chumbar

Quando o desfecho é um Chumbo

Diana Gaspar Confiança, Determinação, Educação, Mudança, Ser Feliz Com Sucesso, Viver 0 Comments

Sairam as notas dos exames nacionais.
Para uns dia de alegria, para outros um dia de tristeza. Hoje quando ouvi falar deste dia, deste momento, lembrei-me do dia em que a nota dos meus exames saiu. Que grande choradeira foi… Desde o 10º ano que dizia que queria ir para Psicologia. Esse era o meu único objetivo, e qualquer outro plano não me fazia sentir preenchida, nem me fazia sentido. A primeira vez que fiz os exames, uma vez que os fiz duas vezes, não estava disponivel emocionalmente para aquele momento. Acabei por não ter as notas para o qual tinha trabalhado e para a média que precisava. O sentimento de frustração e de tristeza foi profundo. Chorei imenso. Aliás senti que o mundo tinha acabado naquele momento. O que iria fazer à minha vida? Que vergonha, ter de dizer aos meus amigos e aos meus familiares que ao contrário de quase todos os meus amigos, eu não tinha conseguido chegar onde queria. No fundo, sentia que este momento era uma confirmação de que não era uma boa aluna e que talvez o meu sonho não viesse a ser concretizado. Quando olho para trás, e olho para o sitio onde estou hoje, várias coisas me surgem…a primeira é que de facto, naquele ano, eu não estava preparada para o ingresso no ensino superior por muito que esse fosse o meu maior desejo. Não é preciso só ter neurónios, é preciso também disponibilidade emocional para estar presente e confiante. Depois acredito que gerir a frustração da falha e voltar a repetir o 12º ano me tornou mais forte e com uma certeza maior daquilo que queria. Para além disso, também acredito que nada acontece por acaso e a repetição deste ano, deu-me tempo para fazer outras coisas que queria fazer e conhecer outras pessoas que ainda hoje se mantém na minha vida e, que a tornaram especial.

Isto tudo para dizer que gerir a frustração desta falha é de facto um grande desafio, mas que não é de todo, o fim do mundo, nem pouco mais ou menos. Acredito que a superação destes momentos que nos traz outra bagagem para a aventura sem igual que é a vida. Mais, acabar um, dois, ou três anos mais tarde do que é expectável nada diz do nosso futuro…Ter de ficar “mais um ano” nada diz da qualidade do nosso profissionalismo nem daquilo que podemos vir a fazer. Não é preciso ter pressa para viver quando acreditamos que tudo acontece na hora certa.

Ainda bem que a vida não é uma linha reta, e todos os momentos podem ser olhados como etapas de crescimento.
Hoje deixo o meu abraço sentido a todos aqueles que se sentem tristes e desiludidos. Que a tristeza seja permitida, e que outras forças nasçam deste momento. Não é o fim do mundo, por muito que o momento seja sentido como tal. A vida é feita de momentos e acredito que sairás mais forte deste.

Diana

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