Sucesso

O drama do fim do 1º Período…

Diana Gaspar Amor, Confiança, Determinação, Educação, Família, Mudança, Psicologia Positiva, Ser Feliz Com Sucesso, Viver 3 Comments

O primeiro período está a chegar ao fim e com ele o drama das notas que não foram alcançadas. Vivemos numa cultura educacional obcecada pelas notas quantitativas. Às vezes, nem interessa bem que estratégias se usa, o que interessa é o resultado, sendo que há resultados que só são isso mesmo, resultados, sem grande aprendizagem nem crescimento. Valorizamos quadros de mérito e amostras de desempenho como se fossem currículos de futuro de sucesso, que na realidade não sei bem se o traduzem, e qual a intenção real de quem os cria. Vivemos num ambiente escolar altamente competitivo, focado na comparação, onde os alunos que estão dentro de um padrão de desenvolvimento valorizado pela escola se destacam, e os outros nem por isso. Como se a inteligência e o sucesso fossem um resultado exclusivo de um quociente de inteligência demostrado por notas quantitativas, numa escala métrica. O mais engraçado é que quando vamos avaliar adultos de sucesso, o seu sucesso não é só o resultado da sua inteligência cognitiva, nem do seu percurso escolar, mas de uma séries de outras ferramentas que foram desenvolvendo dentro e fora da escola. Acredito que, mais do que nunca, é urgente repensar na escola, na forma como todos a vivemos e nas leituras que vamos fazendo dos resultados alcançados. Acredito também que deve haver em cada educador a consciência das suas escolhas, dos seus comportamentos e das mensagens que passa ao seu educando. Mais do que uma nota quantitativa é preciso perceber qual a disponibilidade emocional para a criança crescer e aprender, como se sente com ela própria, como se sente vista pelos seu pais e professores, e o que está em causa e manifesta um resultado escolar. Seremos sempre muito mais do que notas…e enquanto adultos talvez ninguém queira a vir saber que notas se teve na escola, mas como se construíu a resiliência, o amor, a determinação, a disciplina, os hábitos de sucesso e como se soube lidar com as várias frustrações ao longo da vida.

Queremos mesmo ensinar o quê, com que intenção e com que objetivos? Os nossos filhos e alunos precisam de espaço para crescer, falhar, aprender e recriar. As notas sem si são um espelho…esperemos que um espelho de seres humanos em construção e não de pais e educadores obcecados por controlar e mostrar os resultados escolares.

Diana

Comments 3

  1. Juliana Cruz

    Infelizmente a competitividade começa ainda as crianças não iniciaram o primeiro ciclo…Há quem defenda que a criança aos quatro e cinco anos devem saber escrever o nome e até saber contar uma infinidade de números!
    Existem educadores que assim que inscrevem os filhos no primeiro ano escolar contratam imediatamente aulas de acompanhamento ao estudo, impedindo os educandos de aprenderam a serem autónomos e de desenvolverem o compromisso de estudo aliado ao método.

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