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A importância do que sentimos…

Diana Gaspar Uncategorized 0 Comments

Não sentimos medo porque sim. Não sentimos tristeza e alegria porque sim. Não sentimos vergonha, arrependimento, compaixão e empatia porque sim. Não sentimos o que quer que seja porque sim, mas porque somos emoções também e todas elas nos trazem algum propósito e intenção. Tudo o que sentimos nos leva para um conhecimento sobre nós e sobre o mundo, e sobre a forma como nos queremos relacionar connosco e com os outros. As emoções têm sido extremamente importantes para nos mantermos vivos e atentos ao que se passa dentro e fora de nós. Se o medo tem na sua génese a intenção de nos proteger e de sobrevivência ao perigo, a alegria dá-nos ânimo e energia para vivermos da melhor forma possível, com entusiasmos e vontade. Se a tristeza nos diz que há algo dentro de nós que não está consonante com aquilo que queremos e que isso não nos faz sentir bem, a vergonha diz-nos que estamos a fazer alguma coisa que não está de encontro com o nosso padrão ético e moral. Se a compaixão e a empatia nos aproxima dos outros, nos torna mais humanos e com uma maior capacidade de socialização, pela vontade de perceber e ajudar quem connosco partilha a vida, o arrependimentos mostra-nos que temos muito a aprender e que temos muitos erros a corrigir e a transformar.

Esta é a arte de viver de mãos dadas com todas as nossas emoções e sentimentos, com a certeza que nos trazem mensagens sobre a forma como estamos a viver e a pensar. As emoções e os sentimentos são faróis internos que nos permitem perceber o que vive dentro de nós e o que queremos fazer com aquilo que estamos a sentir, de acordo com aquilo que queremos viver.

As emoções guiam-nos até ao que pensamos, mostram-nos como estamos a viver connosco e com os outros, e dão outro significado e cor à nossa vida.

Citando Damásio, não somos máquinas de pensar e sentir, mas máquinas de sentir que pensam.

Diana

Fotografia | Luís Duarte

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