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O que nos dizem as nossas dores?

Diana Gaspar Amor, Amor Próprio, Gratidão, Paz, Psicologia Positiva, Running 0 Comments

Somos muito pouco gratos ao nosso corpo, agrademos-lhe muito pouco ou nada, e grande parte das vezes ainda nos zangamos com ele pela imagem que ele tem, pelas dores que nos dá e por adoecer sem avisar previamente. E fazemos tudo isto, como se o corpo não fosse o reflexo daquilo que fazemos com ele e da forma como o tratamos também.

Temos sido pouco educados a viver com consciência do nosso mundo interior refletido no corpo, talvez porque, felizmente, o estômago não precise do nosso consentimento para fazer a digestão, o coração não precise da nossa atenção para continuar a bater, os olhos não precisem da nossa autorização para ver e por aí fora… Tudo funciona bem e sozinho, o que não significa que não tenha de ter o nosso cuidado para que todas as funções se mantenham saudáveis e banhadas por boas energias. Muitas vezes só nos lembramos dele quando nos dói e mesmo aí ficamos muitas vezes zangados porque dói e não devia doer, porque nos obriga a parar e não queríamos parar. É isto que observo nas pessoas em geral e nos atletas em particular. Agradece-se pouco ou nada e reclama-se muito, como se o corpo fosse uma máquina sem uma pessoa dentro que todos os dias faz escolhas, que todos os dias pensa, sente e se transforma.

Afinal, o que nos diz o corpo sobre nós, sobre a forma como o tratamos, sobre a forma como cuidamos dele, sobre as exigências que lhe fazemos e aquilo que lhe dizemos sobre ele também?

Acredito que ganhar consciência sobre o corpo que se tem e aquilo que se lhe dá é o primeiro passo para se viver melhor e para reconstruir diariamente um corpo mais saudável e adaptável, quer nos contextos desportivos, quer nos contextos diários da vida de todos nós. O corpo expressa-se pela dor sobre a forma como estamos nele e sobre a forma como o tratamos. Começar por agradecer-lhe tudo o que eles nos permite será o primeiro passo para abraçar qualquer dor e a transformar numa aprendizagem. Por outro lado, o corpo não está dissociado da mente e acredito que é fundamental começar a olhar para ele como uma continuação e um reflexo do que pensamos, sentimos e escolhemos fazer.

Diana

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