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Será o amor-próprio uma forma de egocentrismo?

Diana Gaspar Amor, Amor Partilhado, Amor Próprio, Mudança, Relacionamentos, Ser Feliz Com Sucesso 1 Comment

Narcisismo e egocentrismo não são excesso de amor, mas sim, a ausência dele. Achar que se é o centro de mundo, que a sua razão é a melhor ou única, que se sabe tudo, que se é sempre o melhor em alguma coisa e que os outros têm de agir sempre em função das suas necessidades, é tão patológico como a falta de amor e o sentimento constante de inferioridade, que se colocam no oposto de tudo isto.

No amor-próprio cabem de forma harmoniosa os outros também e o bem-estar de terceiros. Porquê? Porque quando se reconhece as suas próprias necessidades, consegue-se melhor reconhecer as necessidades dos outros, com  harmonia e respeito em função das necessidades de todos.
Quando há amor não se precisa de ser o centro do mundo, nem da atenção constante dos outros, e muito menos de sentimento de gozo e superioridade, só porque se acha dominante em alguma coisa, ou com mais sucesso ou com mais piada. Quando há amor sabe-se que o mundo que se toca é o reflexo do que vive no interior de cada um, com espaço para todas as limitações e imperfeições, e com espaço para todas as diferenças.

O amor-próprio não contempla individualismo, egos desmedidos, sentimento de superioridade nem inferioridade, nem a necessidade constante de atenção e aprovação. Quando há amor  não se precisa de agir em função da aprovação dos outros nem de agradar tudo e todos.
O amor-próprio sabe de si,  respeita-se a si e tem por princípio respeitar os outros, conhece os seu limites e deixa-os claros aos outros. Não precisa de se achar o mais bonito, apenas bonito na sua simplicidade e singularidade, sem comparação nem julgamento.
O amor-próprio é um caminho de consciência onde se abre mão de competir com quem quer que seja. Também sabe que o seu bem-estar é uma responsabilidade sua, não precisando de reclamar ou disputar a atenção do outro para se sentir bem. O amor-próprio sabe que o mundo não gira em função das suas necessidades e que só ele é responsável por elas. Não exige, não pede, não mendiga, não compete, não mede quem deu mais ou menos.  Sabe que precisa de ser cultivado e cuidado todos os dias, não porque quer estar melhor que os outros, mas porque quer simplesmente estar bem consigo, com a intenção de um equilíbrio interno de quem quer viver bem dentro de si e em cooperação fora de si.

Vê o vídeo 😉

Diana

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