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A decisão de um divórcio nunca poderá ser tomada pelos filhos

Diana Gaspar Amor, Mudança, Relacionamentos, Viver 0 Comments

A decisão de um divorcio nunca, mas mesmo nunca, poderá passar por um filho. Isto é, nenhum filho pode assumir a responsabilidade de ajudar os pais na decisão de uma eventual separação ou não. Muitas coisas lhe podem e devem ser perguntadas e muito se pode aprender com as suas respostas, mas este tipo de decisão jamais.

São muitas as famílias com quem vou trabalhando que colocam a hipótese de um divorcio. Não vou discutir neste momento se o divorcio é uma moda, o caminho mais fácil ou se será mesmo necessário. O divórcio existe e é uma escolha que precisamos de aprender a olhar, observar e a trabalhar da pensar da forma mais sensata possível, signifique o que signifique neste caso sensatez para cada um de nós. As relações mudaram, as necessidades individuais, profissionais e relacionais também, as estruturas familiares são hoje diferentes e há um sem fim de diferenças pessoais, profissionais e sociais que fazem do divórcio um assunto recorrente nos tempo de hoje.

Muitas famílias vivem o dilema, e bem, de pensar no que será dos filhos com um divórcio, que impacto terá, como se deve fazer, se há alguma forma de minimizar o impacto desta fragmentação, se a relação não tem mesmo outra possibilidade e um sem fim de duvidas e receios.

Uma família tem na sua base um casal e se foi uma escolha dessas duas pessoas construir uma família, será ele, o casal, a base, o único responsável  por esta decisão. E porque falo nisto, são muitos os casos em que, por desespero de causa e com a intenção de querer o melhor para os filhos, ser o casal a questionar os filhos sobre o que pensam eles sobre uma eventual separação. Se a intenção de querer o melhor para os filhos é a melhor, a escolha deste tipo de decisão não o é. Nenhum filho pode ter e assumir a responsabilidade de assumir este tipo de escolha, de manter os pais unidos ou afastados. Questionar os filhos em relação a este tipo de decisão é penoso e coloca uma carga emocional na criança sem tamanho. Este tipo de decisão cabe sempre, única e exclusivamente ao casal, e só ele poderá assumir a responsabilidade de continuar juntos ou separados. Todas as outras questões serão colocadas depois desta porque todas eles só ganham sentido depois de esta ter uma resposta ponderada, refletida e partilhada. Se os uniu o amor que a decisão de uma continuação ou não seja o respeito por todos, e acima de tudo pelos filhos embora façam parte da história não são os responsáveis pela sua continuação. 

Diana

Fotografia | Adriano Branco Neves

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