Diana (Botânico)-101

Vamos tomar o pequeno-almoço sentados?

Diana Gaspar Amor, Amor Partilhado, Amor Próprio, Gratidão, meditação, Mudança, Ser Feliz Com Sucesso, Viver 0 Comments

Estamos a viver muito depressa, cada vez mais ansiosos, doentes e infelizes.

Acordamos a correr, tomamos o pequeno-almoço em pé ou no caminho para o trabalho, passamos o dia a contar os minutos para fazermos as tarefas supostas para o dia, comemos o que há e muitas vezes até com tempo mas com pressa, andamos depressa de tarefa em tarefa perdidos às vezes entre outras coisas não urgentes e não importantes, e se depressa fomos de casa para o trabalho, depressa voltamos do trabalho para casa passando ainda no supermercado para comprar alguma coisa que se faça também depressa para irmos desmaiar no sofá ou na cama. E se alguns têm a sorte de desmaiar em algum lado outros acabam por chegar à cama e não conseguir dormir. A noite traz as preocupações e o tempo para pensar de forma pormenorizada o que preocupa, o que há para fazer, o que incomoda e em todos os assuntos emocionais pendentes. Vem a ansiedade, a insónia, os sintomas depressivos e mais um sem fim de cardápios psicólogos que manifestam que alguma coisa está mal.

Por muitos factores que possam estar a contribuir para não estarmos bem parece-me que a pressa com que vivemos todos hoje é doentia. Corremos para viver como se a vida em si se traduzisse numa lista de coisas a fazer para funcionar bem. Claro que também o é, e uma lista dá uma orientação e um caminho, mas a vida em si é muito mais do que a pressa com que vivemos para a lista.

Corremos para quê, para onde e porquê?

Será que não conseguimos fazer tudo o que queremos fazer mais devagar? Será que precisam mesmo de fazer tudo aquilo que “temos para fazer no dia”?

Estaremos a traçar de forma consciente as verdadeiras prioridades? Assoberbamo-nos de coisas porque não conseguimos dizer não, porque prendemos o nosso valor pessoal ao número de tarefas que temos para o dia, aos desempenhos e há quantidade de coisas que mostramos que fazemos? Quanto mais fazemos mais somos especiais, quanto menos fazemos mais insignificantes somos?

Penso que é fundamental pensarmos nisto e percebermos que rumo rápido está a levar a nossa vida. Estamos felizes? Vivemos serenos ou com o coração nas mãos, numa pressa e agonia constante para corresponder às expectativas que traçaram para nós ou por nós para recebermos uma medalha de bom comportamento no dia da nossa morte?

Queremos mesmo viver como? Com que rapidez interior? Com que qualidade de vida emocional, mental e espiritual?

Está na hora de parar, de olhar de frente a vida, de definirmos como a queremos viver, de traçar prioridades em função de uma intenção clara mas de uma vida com qualidade com aqueles que são verdadeiramente importantes, a fazermos aquilo que gostamos e nos dá prazer, mas que não nos dá doença e nos pode levar à sensação de uma vida insana.

Começar o dia a tomar o pequeno-almoço sentados, a mastigar bem aquilo que comemos, a pensar na energia com que queremos viver e o que queremos trazer para o nosso dia e para a nossa vida parece-me um bom ponto de partida.

Vamos lá?

Diana

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