Ao longo da minha curta vida, fui aprendo a confiar mais no meu coração do que na minha cabeça. Fui sentindo que as melhores respostas vinham dele, da intuição e das suas interpretações, partindo do pressuposto que por melhores respostas, entendo aquelas que me fazem estar congruente e em liberdade comigo.
Ouvir o coração tem sido para mim uma grande aprendizagem, um grande caminho. A mente dá-me orientações, dá-me perspectivas de análise. O coração dá-me o caminho, dá-me a percepção do que se passa à minha volta. Como vos conseguir provar isto? Não consigo, porque nem eu nem ninguém (acho) conseguiria medir isto que vos digo.
Através do que fui estudando sobre o assunto percebi que, da mente vêm as nossas crenças, vem tudo aquilo que nos foi dito como certo e errado, vêm convicções profundas, conceitos sociais e religiosos, conceitos cristalizados que nos retiram a sensibilidade para nos escutarmos de forma plena e aberta. Da mente vêm as lentes com toda a formatação familiar e social, que nos fazem interpretar as coisas de uma maneira, podendo ser essa maneira ou forma, só uma interpretação da realidade e não aquela que se coaduna com a voz do coração.
Ao longo da minha curta vida, fui e vou todos os dias tentando, afastar-me de tudo aquilo que me prende o pensamento, que me cristaliza em formas de ser e estar, e me afasta do meu eu, da minha essência, e da minha paz interior.
Escolho ver tudo aquilo que vou vivendo e vou vendo viver, sem os óculos do certo e errado, sem julgamentos prévios, sem preconceito, e somente com o meu coração. Tenho o poder de sentir com o que me identifico e com o que não me identifico, mas sem a pretensão de achar e sentir que sou mais ou menos, que sou melhor ou pior, que sou dona de verdades e/ou valores morais.
Despida destas necessidades sinto-me mais ligada ao meu eu, pela melhor via (para mim), a do coração, e mais livre de aceitar todos aqueles que vivem de uma forma diferente da minha.
Diana
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