A vida não é perfeita,
e grandes parte das vezes criamos resistência na vida e à vida, porque gostávamos que fosse diferente daquilo que está a ser.
Gostávamos que fosse perfeita mas não é,
gostávamos que não nos colocasse uma série de desafios aparentemente difícil de resolver,
gostávamos de controlar tudo à nossa volta para que a vida fosse exatamente aquilo que gostávamos que fosse,
gostávamos que a vida se desenrolasse na perfeição,
desejando desta vida perfeita o equilíbrio.
Hoje acredito que o equilíbrio não vem da vida perfeita, mas do que fazemos com a imperfeição da vida.
Quando estamos cientes do que queremos viver, do nosso caminho e da nossa missão,
é mais fácil fluir nestes acontecimentos aparentemente imperfeitos que nos fazem crescer e chegar ao nosso destino com as ferramentas que precisamos,
não focados nas voltas que temos que dar,
mas no destino a que queremos chegar.
Quando escolhemos fluir focados no que realmente é importante,
e determinados a viver para aquilo a que nos propusemos,
tudo fica mais simples.
Por outro lado, quando criamos resistência,
perdemo-nos nos porquês, no deleito do sofrimento, do desconforto e do ego, pelo simples facto de não aceitarmos aquilo que está acontecer por acreditarmos que não temos as forças necessárias para ultrapassar os desvios que a vida não perfeita nos convida a fazer.
Quando assim é,
vivemos numa prisão à espera da vida perfeita,
que não existe hoje nem vai existir amanhã.
Quando criamos resistência criamos um mundo de doenças, e no mundo de doenças, estamos certos que não queremos viver.
Respirar fundo, as vezes que forem precisas,
aceitar aquilo que sentimos sem a catalogação recorrente de dizer se o que estamos a sentir é bom ou mau,
aceitar o que estamos a viver,
e criar com amor e simplicidade os caminhos fluidos de paz,
para a nossa vida que no fundo, nem é perfeita, nem imperfeita, é apenas vida.
Diana
Fotografia | Ana Lopes

Comments 2
Muito bom!
Lindo