
MULHER!
Cabelo comprido, curto, apanhado ou esticado, maquilhada ou ao natural, com batom ou sem ele, de unhas pintadas ou sem verniz, de saltos altos, rasos ou de sapatilhas; desportiva, clássica, natural, n...
Diana .
Setembro chegou e um novo ciclo (re)começou.
Todos os começos trazem consigo vários desafios e a necessidade de um alinhamento interior, e se alguns começos nos parecem libertadores, outros trazem-nos grandes angústias. Deixamos o calor, os dias longos, a diversão associada ao verão e a extroversão típica dos dias de praia e mar, para passarmos a viver mais em casa, recolhidos, mais em nós e com os nossos.
Setembro traz o convite de começarmos a recolher, e a olharmos mais para o que vive dentro de nós, das nossas rotinas, das nossas casas, do nosso trabalho e dos nossos corações. É um recomeço que convida à mudança e à introspecção. Resistir a este convite é mantermo-nos apegados a ciclos passados onde nada pode ser mudado e alterado, só transformado.
Neste processo de recomeço nem sempre esta limpeza, arrumação e recomeço se tornam fáceis, antes pelo contrário, porque vamos tendo alguma tendência para acumular coisas, experiências, sensações, memórias, pessoas e sítios, e por isto, talvez às vezes, os recomeços sejam tão temidos. Na verdade, grande parte das vezes, queremos recomeçar mas sem antes limpar, reciclar e libertar de tudo o que nos prende, pesa e não nos deixa avançar. E mais do que querer ou temer o que vem, acredito que será fundamental perceber e arrumar o que há.
Assim sendo, o grande desafio que te deixo para este início de setembro, é o de recomeçar por limpar, arrumar e destralhar tudo o que de alguma forma não te faz bem, te entorpece, desvitaliza e te estagna.
Muitas vezes, temos dificuldade em destralhar e deixar ir o que vivemos, porque de alguma forma estaremos também a perder parte da nossa história e identidade. Mas para criarmos novas oportunidades internas e novas histórias, precisamos de nos permitir a deixar ir as partes de nós e delas, que não nos estão a servir, antes pelo contrário. Assim sendo, o convite que te deixo é que te destralhes de tudo o que te faz mal, do que te intoxica, do que te aprisiona e te condiciona. Destralha e desapega-te do negativismo, da vitimização, dessas histórias recorrentes de desvalorização e abandono, de acreditares que a sorte só abona na vida dos outros, na crença de para os outros é tudo fácil e leve e que só na tua vida é que tudo encrava e não avança, que ninguém te ajuda e que estarás eternamente sozinho e abandonado. E desapega-te da ideia que vais ser feliz quando tiveres aquilo que não tens. Claro que a felicidade é mais sentida quando atingimos algo que desejamos muito ,mas se não estiveres bem contigo sem isso que tanto queres, não é isso que nunca mais chega que te vai deixar feliz. Desapega-te dessa conversa de falta de amor, da necessidade de validação constante ou de reconhecimento alheio. Olha-te, ama-te, reconhece as tuas forças e as tuas fragilidades e liberta-te do que te intoxica, esmaga e retém. Aprende com o que viveste mas não se resumas a essas experiências. Permite-te a seres tu mesmo, sem essa comparação constante com o que os outros são. A felicidade dá tanto trabalho e requer tanto investimento que precisas mesmo de destralhar e resolver tudo o que te pesa, caso contrário, será tudo mais difícil, mais árduo, mais pesado e corres o risco de recomeçar com a tua casa interior em tal acumulação que não vais ter espaço interior para viver o que de novo vem.
Mais do que aquilo que o Setembro te vai trazer perceber bem o que queres tu trazer para o teu Setembro.
Diana
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